Mostrando postagens com marcador textos próprios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos próprios. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de setembro de 2012

mais um mês


Existem coisas que, apenas, conquistam. Algumas por sorrisos, outras por olhares, por conselhos... Mas existe alguém que me conquista um pouquinho mais, todos os dias. E de uma forma diferente. Existe alguém que me faz sentir bem com um abraço ou uma boquinha torta. Existe alguém que, promete de coração, que vai estar por perto quando eu precisar (ou não), quando eu quiser (e quando eu não quiser também). Existe alguém que se desloca do outro lado da cidade só pra ficar comigo quando estou doente. Existe alguém que me liga só pra 'me aperriar'. Existe alguém que se dispõe a ser ele mesmo e me dá a oportunidade de ser eu mesma, sem vergonha nenhuma e com o maior orgulho. Existe alguém que me faz passar vergonha, que me faz rir, que me faz bem, que me faz feliz, que me respeita, que me escuta, que me aconselha, que me entende, que me faz cócegas,  que me faz sentir algo que eu achei que não merecia.
Existe alguém fora de mim que faz completa por dentro. Existe alguém que é meu melhor amigo, melhor conselheiro, melhor protetor, melhor namorado.
Obrigada por mais uma mês a nós. E, rezo a Deus, para que você possa me aturar por muito mais.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

acho possível que algumas coisas, julgadas 


impossíveis, possam acontecer. 


Vanessa Mano

dói, passa e fica.

Ela entrou no bar já sem rumo, sem saber direito o que estava fazendo alí. Foi pedindo licença até alcançar o garçom e pedir aquele drink que estava acostumada a pedir dois. Dessa vez, só podia um. Ela estava sozinha. Não tinha a sua companhia risonha e barulhenta, mas tão divertida. Ela tomos a bebida de uma vez, bateu o copo no balcão e se deu conta que não tinha dinheiro para pedir mais. Estão tentou se acomodar naquele banco inquieto e redondo. Na boca do copo, ela fazia círculos com o indicador enquanto enxugava as lágrimas que escorreram no rosto e borraram a maquiagem tão caprichosamente desenhada. Por dentro uma tristeza monstruosa, por fora lágrimas silenciosas. Ela não conseguia entender como perdera aquele cara em quem sempre teve apoio e conforto necessário para enfrentar o dia. Ainda pediu cigarros ao garçom que  entregou um apenas. Muitos reclamaram da fumaça e do cheiro que consumia todo o local. Ela pediu mais um cigarro, como se ele pudesse amargar o doce do beijo dele. O garçom vendo que ela não iria ter dinheiro para pagar, disse arrogante que tinham acabado. Ela levantou-se do banco no balcão, olhando pro chão deixou o lugar sem falar nada. Na rua a dor a consumia quase que inteiramente. Ela sabia que passaria. Que iria doer muito antes, que faria muito frio antes. Mas ela suportaria tudo, como já fizera tantas outras vezes. Iria doer, mas passaria e ficaria histórias, lembranças, sabores e lágrimas. Mas tudo que passa é assim.  Fica algo que não se pode destruir. Fica algo que ninguém pode alcançar ou substituir. Fica ele nela. Mas passa.

Vanessa Mano

Inspirado em 'Passa e Fica- Scracho'

quinta-feira, 5 de abril de 2012

que gosto a chuva tem?

Tem muita gente que acha que chuva tem gosto de lágrima, de dias ruins, de acidentes, de noites chorosas, de morte. Tem gente que acha que só chove quando algo ruim vai acontecer ou está acontecendo. Tem gente que sisma que chuva é sinônimo de tristeza. É até influência de filmes e novelas: toda cena triste que não está em locais fechados, está chovendo. E não é aquelas brisas, são chuvas fortes, que encharcam.
Já aquela garota que pula descalça na chuva, acha-a a melhor coisa do mundo. Ela sempre sai pra brincar juntamente no dia que mais chove. Ela gosta da sensação, da água, da roupa grudada no corpo. Pra ela chuva tem gosto de sorriso, de beijo surpresa, de brincadeira, de colheita farta, de infância. Ela gosta tanto da chuva, e nunca se deixou influenciar pela mídia ou por pessoas que só veem o lado ruim das coisa. Pra ela a chuva é boa, trás muitas coisas que foram boas. Trás ela molhada brincando na porta de casa, trás um sorriso com a cabeça pra cima. Trás de volta uma criança que insiste em não crescer dentro dela.

Vanessa Mano

---------------------------------------------------

Diretamente influenciada pelo clima maravilhoso de minha cidade.

quinta-feira, 29 de março de 2012

i won't give up


Geralmente quando você se machuca com pessoas, você se fecha. De modo tal que não vê nenhuma possibilidade de se entregar novamente. Não consegue visualizar-se diante de alguém e declarando um amor infinito e forte e contagiante. Até que um dia, ao poucos, alguém vai mostrando que é preciso você se magoar com algumas pessoas. É preciso que você chore e se ache um lixo de vez em quando. É bom porque haverá alguém que lhe dirá, com gestos e carinhos, que você é essencial na vida dela. alguém vai chegar e te mostrar o mundo de uma outra forma. Alguém vai se mostrar tão imperfeito para que você encontre seus adjetivos positivos. Alguém vai fazer você não querer desistir. Vai fazer você persistir quantas vezes for preciso. Mesmo que você precise chorar e lamentar algumas falhas desse alguém. Pois é, além de tudo ele é humano como você. Um humano que lhe trás paz, alegria, confiança, companheirismo, ombro, colo, carinho, amor. Um humano que trás você de volta. Aquela pessoa que sonha, que é forte, que é mais de que imaginava. Que se torna mais ainda com o seu alguém. Alguém que, por ser quase que totalmente diferente de você, te torna completo. Te torna único. Te torna o que és.
Esse alguém, muito pelo contrário do que muitos pensam, não vai chegar em uma animal branco, com flores e terno. Ele vai estar entre seus amigos, entre seus vizinhos, entre seus colegas de sala que você nunca foi de conversar muito. Ela pode estar entre as patricinhas do colégio, entre as meninas da festa que sempre falam com seus amigos ou entre as amigas de uma irmã ou conhecida sua que nunca percebeu antes.
Esse alguém vai estar - ou quem sabe já está - na sua vida de uma forma muito simples, pura. Ela vai se aproximar de você. E quando menos perceberem, não serão mais apenas amigos. Serão mais que isso. E você não vai desistir tão fácil.
Você vai fazer de tudo para que esse alguém não passe/sinta tudo o que você passou/sentiu no passado que deixou você meio incrédulo de que ela existisse ainda. De que pudesse aparecer na sua vida. De que fizesse você se sentir assim: totalmente sem saber como agir. Sabendo apenas que quer ficar perto do seu alguém. O máximo possível.
E valerá a pena.

Vanessa Mano.

---------------------------------------------------------

inspirado com 'I won't give up' do Jason Mraz. ;)

quinta-feira, 8 de março de 2012

dia internacional da mulher/ aniversário de Janaína

Hoje eu gostaria que, além de presentes e mimos, as mulheres se lembrassem do motivo de ter um dia internacional para elas. Houveram muitas mulheres fortes que lutaram por direitos que não tinham em determinadas épocas. E, hoje, descendentes da maioria delas, a geração que mais cresce: mulheres lindas e bem sucedidas. Que hoje nós possamos comemorar não mais um dia, mas um dia de vitórias e conquistas que outras fizeram para que nós pudéssemos desfrutar agora.

 Além de tudo, queria parabenizar uma pessoa linda e bem sucedida que é minha pri-cunhada: Janaína. Pelo o pouco que a conheço sei do grande valor que tem e da grande pessoa que é. Obrigada por permitir que eu fizesse parte de um dia tão importante na sua vida. E obrigada por sempre me torturar no face com aquelas propagandas. Ainda teremos nosso dia de 'futilidades femininas'. \o/. Já te gosto muito. Beijos, felicidade e sucesso sempre.

Vanessa Mano

---------------------------------------------------------------------------

Desculpem a mudada hoje. Mas ela merece e eu não consigo fazer isso de outra forma. Além do que, esse espaço contém pedaços de minha pessoa. E, de vez em quando, é bom mostrar quem faz parte desses pedaços. ;)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

alguns meses atrás.


A alguns meses atras existia um garota que tentava concentrar-se em um único objetivo: sua vida profissional. Ela dedicava-se a estudar ou arrumar um emprego. Ela achava que deveria se ocupar com coisas que valessem a pena - ou, ao menos, coisas que ela achava que valessem. E também havia um garoto no momento só próximo o suficiente. Com a concentração tão voltada a si, a garota nem percebia a presença daquele garoto que sempre a ajudava quando ela tinha dúvida em alguma coisa. Um dia, em uma festa, uma amiga fez questão que a garota fosse, e que fosse o mais linda possível. A garota precisa se distrair, sair de casa e respirar outros ares. Do outro lado da cidade, o garoto estava precisando sair de casa, ele acabou de perder alguém essencial o suficiente para que o deixasse triste. Seus colegas de curso passaram na sua casa e   o levaram para a festa que a faculdade organizava. Na festa, o garoto já estava lá como a garota chegou. Ela, para ele, estava linda. Ela notou o quanto ele era charmoso e se destacava dos demais da festa de alguma forma. Durante ela, a garota 'escapava' dos meninos que insistiam em dançar com ela, com a ajuda do garoto. Ele estava perfumado o bastante a ponto de fazê-la esquecer que tinha tanta gente perto. 
Os dias seguintes foram estranhos. Eles não sabiam mais se portar apenas como bons colegas de turma, mas sabiam disfarçar para os demais. De brincadeiras e 'indiretas', o que era um completo estranho para a garota tornou-se um cara com um charme incomparável. Em semana de festa na cidade em que moravam, houveram muito encontros, muito carinho e muito companheirismo. A garota não queria assumir, mas estava explícito que era sério. E, por mais que a garota tenha adiado, o garoto sabe que ela, no fundo sempre esperou por ele.
Agora, eles estão juntos. Não existe mais a garota e o garoto mas os dois. O casal. A garota com suas palavras e seus sorrisos. O garoto com seu silêncio e sua atenção. Ela sabe que talvez não existam almas gêmeas. Mas, se existir, de certo não haverá de ser outro a não ser ele. Ele sempre faz questão de demonstrar o 'tudo' que ela significa pra ele de maneiras tão diferentes e originais, que a deixam sem o que dizer. 
Ela sabe que ainda é cedo. No entanto, como diz na canção, a garota não acredita que exista alguém que sinta o mesmo que ela sente por ele. 

Vanessa Mano.}  

---------------------------------------------

Obrigada por esse tempo. E desculpa pelo atraso. ;)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

o primeiro passo.

Ela estava em casa. Cansada disso resolveu dar uma volta. Um banho rápido, uma camisa branca com casaco de lã e jeans, as chaves e algum dinheiro guardado em uma caixinha.
Já estava escurecendo, e por mais que esteja em época de verão, faz frio em sua cidade. Ela tenta se aquecer esfregando a palma das mãos em seus braços. A música que sai do fone de ouvido parece ajudar a aquecê-la.
Ela procura algum número em seu celular que possa confortá-la ou fazê-la rir um pouco. Mas desistiu antes mesmo de começar. Típico dela. Chegando em um bar, ela senta, pede um drink. Enquanto saboreava, lembrava do que a levara até ali, de como andavam as coisas. Um rapaz magro, com a barba por fazer se aproximou e a cumprimentou. Sem resposta a garota pediu outro drink.
Ele: Nossa! Você deve ter tido um dia difícil.
Ela: Pois é. E você está conseguindo deixá-lo pior. (pegou o drink e saiu, ele seguiu ela)
Ele: Uauu! Desculpa, só queria ser gentil. (ela encarou ele) mas acho que não consegui. Nossa, você é linda!
Ela: Você não precisa ser gentil. Aliás, você nem precisava falar comigo. Eu quero ficar sozinha, com licença.
Ele: (segurando firme em seu braço) Não. Por favor, não vá embora. Eu venho aqui quase todas as noites para tentar te encontrar. Você entra toma dois ou três drinks e vai embora. Eu tomei coragem e vim. Acho que eu não precisava ser gentil com você. Mas, você precisa de mim, de alguém como eu. Você está se sentindo sozinha, e eu estou aqui. Eu quero ser sua companhia ou o número que você possa ligar. Se você deixar é claro.
Ela: Que tipo de cara você é?
Ele: Do tipo comum. Mas, posso ser do tipo incomum se você quiser. Quer dar uma volta?
A garota só assentiu com a cabeça. Ela saiu do lugar enquanto o garoto, que só queria sua companhia, seguia ela. Ele não perguntou nada sobre ela, mas sabia de coisas que nem ela mesma sabia.
Ele: Então... O que você quer fazer?
Ela: O que você sugere?
Ele: Como as coisas mudaram por aqui, hein? (ela sorriu, timidamente) Você sorriu. Que bom. Então... Que tal darmos uma volta? Só andar. Aproveitar um pouco a temperatura fria da cidade. Se você sentir muito frio eu posso te aquecer.
Ela: Você não vai desistir, não é?
Ele: Por que eu faria isso? Eu nem ao menos tentei.
Ele a envolveu com um dos braços. Ela estranhou, mas permitiu. Ela queria tentar, ao menos uma vez, antes de querer desistir.

Vanessa Mano.}

domingo, 1 de janeiro de 2012

complicada


Ela tinha em mente que tudo o que acontecera no passado lhe afetaria de alguma maneira. Com mais ou menos intensidade, de alguma maneira, aquilo que lhe ocorre hoje, incomodaria as feridas que ainda não haviam sido totalmente cicatrizadas. Sim, ela era complicada. Do tipo que menos se pode compreender. E não se incomodava ao ouvir isso de outras pessoas. Ela sabia que era.
Ela era medrosa. Achava que todas as pessoas que estava conhecendo agora fossem machucá-la como as outras pessoas já machucaram. Ou machucarão mais ainda. E tentava não se envolver/aproximar demais delas. De fato, nos últimos tempos ela se afastara tanto das pessoas que, dia desses, se pegou sozinha. Não de gente, mas de companhia. Por mais cercada de pessoas ela estivesse, mais se sentia sozinha.
Era estranho. Ninguém consegue preencher o vazio que há nela. Ninguém consegue deixá-la nervosa e ansiosa por não cumprir as promessas feitas. Ninguém. A não ser aqueles que ela fez questão de manter longe, por precaução. Eles permaneciam em sua mente, lhe questionando o motivo de não fazer parte da vida dela. E ela não tinha resposta. Ela sabia que andava errando - e muito - com relação a isso. Tentaria mudar? Talvez. Mas deveria. Antes de perceber que, algumas coisas, simplesmente, não voltam a acontecer.

Vanessa Mano.}

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

do tipo.


Ela não é do tipo que se declara, que se entrega, que confessa. Ela não é do tipo que reage, que permanece, que se abre. Ela não é do tipo que admite, que acaricia, que protege. Ela não é do tipo que fala, que se expõe, que exagera.
Ela é do tipo que aproveita, que escuta, que sente. Ela é do tipo que omite, que busca, que tenta. Ela é do tipo que realça, que descalça, que embaraça. Ela é do tipo que fica, que corre, que aguenta. Ela é do tipo que ouve, que entende, que aconselha. Ela é do tipo que ri, que foge, que sofre. Ela é do tipo que chora, que esconde, que ignora. Ela é do tipo estranho, do tipo patético, do tipo idiota. Ela é do tipo sonhadora, do tipo perseverante, do tipo insistente. Ela é do tipo teimosa, do tipo chata, do tipo cabulosa. Ela é do tipo frágil, do tipo meiga, do tipo feminina. Ela é do tipo guerreira, do tipo forte, do tipo dela.

Vanessa Mano.}

domingo, 13 de novembro de 2011


e, hoje, depois de tantos tropeços e oportunidades estupidamente perdidas, me permiti ser livre e altêntica o suficiente e me permitir viver...

Vanessa Mano.}

sábado, 24 de setembro de 2011

e se?


e se eu apenas quisesse apenas gostar e deixar que o tempo se encarregasse de intensificar ou não? incomodaria-te?

Vanessa Mano.}

terça-feira, 13 de setembro de 2011

se eu não acordar amanhã..


A morte é uma coisa que acompanha todos. Ela acontece a todo instante, e se fossemos pensar constantemente nela, enlouqueceríamos. É uma coisa que irá acontecer, e, talvez, a única que se tenha certeza.
Perder alguém que amamos doe muito. É a pior dor que poderíamos ter. Saber que alguém que tanto nos significa não irá nos reencontrar novamente. E, se for, será a muito tempo a frente, ou a um tempo que não se sabe quando, ao certo vá durar. E, isto, é angustiante. Embora não sabemos quando chegará o nosso momento de adeus, nunca fazemos, por mais que aconselhamos, o hoje como o último dia. E é isso que farei hoje.
Se eu não acordar amanhã... talvez fique no ar incógnitas sobre meus pensamentos jamais revelados. Se eu não acordar amanhã... talvez não ouça o despertador do meu celular, com aquela canção que meu pai colocou no celular dizendo que ‘se você não acordar com essa, não acorda mais’, e não me levante para desligá-lo, deixando alguém irritado a ponto de ir ao meu dormitório desligar o despertador com tanta raiva que não perceba que não estou mais respirando; Se eu não acordar amanhã... não irei ligar para minha melhor amiga pra saber como ela está, e pra perguntar se iremos, mesmo, sair no final de semana; Se eu não acordar amanhã... não irei tomar o café com leite, e mamão com cereais preparado por meu pai como café da manhã; Se eu não acordar amanhã... não irei ouvir o meu irmão mais novo fazendo aquela voz de bebê, tentando me fazer rir a qualquer custo. Se eu não acordar amanhã... não chegarei na faculdade dando ‘Bundinha!’ para meus colegas de sala, e não terei tempo de apresentar meus trabalhos e demorei tanto preparando. Se eu não acordar amanhã... não irei nas viagens planejadas com minhas amigas e com minha família planejadas para as férias; Se eu não acordar amanhã... não irei fazer provas no final do ano para tentar a concretização de sonhos; Se eu não acordar amanhã... não irei me formar daqui a alguns anos e não me verei na profissão que tanto tenho sonhado;Se eu não acordar amanhã.. não subirei no altar com os braços apoiados em meu pai, na intenção de ter confiança, e não verei o rosto do meu futuro marido no altar a minha espera;Se eu não acordar amanhã... de não terei a chance de conceber, em meu ventre, novas vidas. E não irei conhecê-los, nem ensiná-los sobre a vida, sobre tudo; Se eu não acordar amanhã... não envelhecerei, não criarei rugas, não verei os anos passarem como horas; Mas o mais triste: Se eu não acordar amanhã... não terei a chance de dizer a todos que amo o quanto são importantes...Então... Se eu não acordar amanhã... Eu amo vocês.
Vanessa Mano.}

sábado, 10 de setembro de 2011

como balões.


Rita, desde criança, confiava demasiadamente em Flávio. Ele era seu melhor amigo desde o verão em que tinha apenas seis anos. Era nova na vizinhança e Flávio fez questão de mostrá-la tudo o que pouco conhecia por ali. Hoje ambos tem 25 anos. Ela acabara de perder drasticamente a mãe por culpa de um irresponsável que vinha na contra mão. Estava lá, debruçada no caixão. Flávio acariciou seus ombros vagarosamente. Rita sabia que poderia contar com ele, sempre e pra sempre. Ela tocou levemente em suas mãos. 'me tira daqui, por favor.' Flávio levou Rita para a praia, e ficaram lá por horas sentindo o vento. Flávio observava cada detalhe da pele pálida, dona dos olhos verdes mais encantadores que conhecia. O cabelo ruivo de Rita chicoteava seu rosto docemente a cada suspiro do vento. Ela estava de olhos fechados, sentindo a areia nos pés e o vento no rosto. Flávio a tanto tempo queria compartilhar com Rita todo o sentimento embutido desde criança. Sabia que não era nem a hora, nem o dia certo. Flávio continuava enxugando as lágrimas silenciosas que escorriam no rosto da amada. Rita sentia-se forte por Flávio estar tão perto sempre. "Você é a pessoa mais maravilhosa que conheço, Flávio. Eu o amo muito. Não quero perdê-lo nunca. Fica comigo?" Em um abraço, Flávio disse que nunca a abandonaria, mesmo que ela quisesse. Ele terminou de abraça-la olhando firmemente em seus doces e molhados olhos verdes. Rita queria muito beijá-lo, mas estava triste demais para isso, e sabia que o amigo nunca permitiria que houvesse mais que uma amizade entre eles.Ele tinha a pele morena contrastante com a de Rita. Os olhos com uma cor de mel inconfundível, com os cabelos cacheados e negros. Flávio, repentinamente, pediu que Rita esperasse um instante. Logo regressou com três balões. Rita sorriu de leve e perguntou o que fazia com aquilo. "Sua mãe, Rita. Nós... todos somos apenas balões." Rita não entendeu e permitiu que o amigo continuasse. " Somos tão pequenos, mas alguém vem, nos preenche, nos inflama de amor, de carinho, de sabedoria, de compreensão, de esperteza... alguns buscam ficar o mais cheios possível, e acabam estourando. Outros, nem querem muito e acabam murchando. Outros, por mais que se esforcem, não conseguem ser cheios. Mas, na verdade, o que acontece no final é a busca em alcançar aquilo que se deseja, de estar perto de quem te deixa cheio. E, um dia, deixá-lo escapar das nossas mãos e voar, alto. Para onde o vento tiver que levar. E torcer para que o vento não o estoure muito cedo. Para que possa voar e aproveitar por muito tempo." Rita ficou espantada com toda a história de Flávio. Ele nunca fora de falar tanto. Era sempre tão prático. Ele a abraçou desejando-a ardentemente. Havia reciprocidade, no entanto, é preciso deixar-se escapar das mãos para, quem sabe, o vento guie-os para o mesmo horizonte. Haverão perdas, muitas lágrimas. Mas eles estarão lá. Um pelo outro. Sempre. Mesmo sendo apenas amigos.

Vanessa Mano.}

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

minha linda.


Todo o meu amor, força, fé e sorte. Vai dar tudo certo. Eu a amo. Muito.

Vanessa Mano.}

PS: desculpem o transtorno... mas essa, da foto, é minha queridíssima avó. E, eu, só gostaria que ela soubesse que estarei sempre por perto. Assim, como ela também sempre esteve. So sorry.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

por quê?


andam me perguntando o porque de estar tão fria. talvez por que, quando era doce, fizeram-me ver que nem sempre as coisas são tão boas e bonitas quanto parecem. me perguntaram como consegui mudar tanto em tão pouco tempo. talvez as feridas ainda não cicatrizaram totalmente, e, isso, exige de mim uma cautela. me perguntam o motivo de ausência daqueles sorrisos tão contagiantes. talvez eu não tenha os mesmos motivos/pessoas que já tive, e isso, talvez, seja ruim. me perguntaram o motivo de andar tão reprimida. talvez não hajam tantos motivos assim para andar saltitante.
muitas coisas acontecem e, outras, mudam. algumas pessoas crescem e perdem o sorriso encantador de criança. algumas pessoas não sabem lidar muito bem com feridas que são abertas constantemente. algumas pessoas são humanas demais para permacer inertes enquanto todo o resto se modifica.

Vanessa Mano.}

fora da crisálida...



em uma bela manhã de domingo, depois de uma garoa de fim de noite, a lagarta finalmente saiu de seu casulo como uma borboleta. era lindo de se ver. a felicidade, expressada em vôos rápidos e rodopiantes, era contagiante. apesar de saber que toda aquela sensação e toda aquela felicidade só duraria até a manhã de segunda, não abalou a borboleta. ela precisava crescer, ela precisava amadurecer. mesmo que isso não durasse mais do que 24 horas.

Vanessa Mano.}





terça-feira, 16 de agosto de 2011

entenda.


Será que é tão difícil assim de entender? Eu não preciso de médicos me examinando e me falando o que há de errado comigo. Eu preciso de você me abraçando e me relembrando quais as minhas melhores virtudes.

Vanessa Mano.}

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

planos


não sei vocês, mas eu faço listas no início do ano sobre coisas que eu pretendo fazer até que este acabe. planos. eu costumo pensar sobre o que irei fazer no final de semana, que roupas irei usar na próxima festa que me preparo para ir. planos.
é praticamente impossível não fazer planos. por mais que você evite, você sempre está pretendo fazer alguma coisa nas próximas horas, ou nos próximos dias. o problema é que, muitas pessoas, esquecem de que, existem coisas, que é melhor fazer de surpresa. existem coisas que é melhor fazer sem pensar muito. só por estar com vontade, sem um motivo específico. por que essas coisas podem não fazer mais sentido depois. e, você, pode perder o tempo que tem com compromisso e planos racionais. esquecendo que a vida é aquilo que acontece enquato planejamos. e, se ela acabar, sem você ter se surpreendido, ou supreendido alguém, ao menos uma vez: não haverão outras chances.

Vanessa Mano.}